Antes ou depois do concerto
Passeie pelo Teatro de Marcelo
Um itinerário a pé para a noite em torno de San Nicola in Carcere: o Teatro de Marcelo, o Pórtico de Octávia, o antigo bairro judeu e a Ilha Tiberina.
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A basílica ergue-se ao lado do Teatro de Marcelo, e uma curta caminhada a partir daí conduz ao Pórtico de Octávia, ao antigo Gueto Romano e à Ilha Tiberina. Todos os quatro são lugares para ver a partir da rua, cada um com a sua própria camada de história romana. Reserve tempo extra e tenha em conta a hora de início do concerto.
O Teatro de Marcelo
O Teatro de Marcelo era um antigo teatro ao ar livre, construído nos anos finais da República Romana e inaugurado por Augusto em 12 a.C. Recebeu o nome do seu sobrinho Marco Cláudio Marcelo. Tinha 111 metros de diâmetro e era o maior teatro da Roma antiga. No século XVI foi convertido num palácio, e os seus pisos superiores estão agora divididos em vários clubes.
Partindo da basílica
A igreja de San Nicola in Carcere ergue-se sobre o Forum Holitorium, o antigo mercado de frutas e legumes, e o Teatro de Marcelo é um dos pontos de interesse que a Wikipedia lista nas proximidades. A família Pierleoni, que no século XI reconstruiu o teatro como fortaleza, também estava ligada à igreja. Assim, as duas primeiras paragens deste passeio estão ligadas por mais do que o nome de uma rua.
O Pórtico de Octávia
O Porticus Octaviae era uma estrutura com colunatas que envolvia os templos de Juno Regina e Júpiter Stator e uma biblioteca. Augusto rededicou-o à sua irmã Octávia. Um arco construído após um terramoto em 442 ainda se mantém de pé. A igreja de Sant'Angelo in Pescheria foi construída sobre as suas ruínas por volta do ano 770, e o pórtico serviu de mercado de peixe desde a época medieval até ao final do século XIX.
O antigo bairro judeu
O Gueto Romano foi criado em 1555 pelo Papa Paulo IV na zona em torno da Via del Portico d'Ottavia, perto do Tibre e do Teatro de Marcelo. Era um bairro murado cujos portões eram fechados à noite e que esteve sob controlo do papado até à tomada de Roma em 1870. A comunidade judaica de Roma é provavelmente a mais antiga do mundo fora do Médio Oriente. Vale a pena percorrer estas ruas com essa história em mente.
Ilha Tiberina
A Ilha Tiberina é a única ilha fluvial no troço do Tibre que atravessa Roma. Tem a forma de um barco, cerca de 270 metros de comprimento e 67 metros de largura, e a Ponte Fabricio, a única ponte original de Roma, liga-a ao Campo de Marte. A ilha está há muito associada à medicina e à cura, e alberga a basílica de San Bartolomeo all'Isola, do século X.
A ilha e a sua lenda
A Ilha Tiberina foi outrora o local de um templo dedicado a Esculápio, o deus grego da medicina e da cura. Em 293 a.C., durante uma peste, o Senado Romano foi instruído a construir-lhe um templo, e a lenda conta que uma serpente sagrada trazida de Epidauro nadou até à ilha, pelo que o templo foi erguido onde ela desembarcou. Mais tarde foi acrescentado um revestimento de travertino para fazer a ilha assemelhar-se à proa e à popa de um navio, com um obelisco a servir de mastro.
Harmonizar com o concerto
Ir a pé após o concerto é o mais fácil, pois já estará ao lado do teatro. Se preferir caminhar primeiro, deixe uma margem confortável: a sua confirmação indica a hora de início, e é mais fácil encontrar lugar antes de a música começar. Mantenha-se na rua, calce sapatos adequados à calçada antiga e lembre-se de que o percurso consiste em cinco locais vistos do exterior, não num conjunto de bilhetes. Nada neste guia faz parte da reserva do concerto.
Perguntas frequentes
O Teatro de Marcelo está aberto a visitas?
A Wikipedia indica que os seus pisos superiores estão divididos em vários clubes, pelo que a forma habitual de o ver é a partir da rua.
O que é o Gueto Romano?
Um bairro judeu murado, estabelecido em 1555 pelo Papa Paulo IV e controlado pelo papado até 1870. As suas ruas ficam perto do Teatro de Marcelo.
Vale a pena caminhar até à Ilha Tiberina?
É a única ilha fluvial no troço romano do Tibre, e a Ponte Fabricio, a única ponte original de Roma, conduz até lá.
Fontes